A engenharia automotiva indiana é especialista em otimizar espaço, e o recém-lançado Nissan Gravite é a prova definitiva disso. Desenvolvido para driblar a pesada carga tributária da Índia — que penaliza financeiramente veículos com mais de 4 metros de comprimento —, o modelo mede exatos 3,99 metros. Para se ter uma ideia, ele é menor que um Nissan Kicks (4,30 m) e apenas 26 cm maior que um Renault Kwid.
Apesar do tamanho enxuto, o grande trunfo do Gravite é a sua cabine modular com três fileiras de bancos (configuração 2+3+2). A mágica acontece graças ao uso da plataforma CMF-A+, a mesma do Renault Triber (projeto derivado do Kwid). O porta-malas varia drasticamente: com 7 ocupantes, são modestos 84 litros; com 6 lugares, sobe para 320 litros; e removendo a terceira fileira, salta para impressionantes 625 litros de capacidade.
Mecânica Focada no Bolso
Sob o capô, nada de esportividade. O foco aqui é o pragmatismo urbano e o baixo custo de manutenção. O Gravite herda o motor 1.0 aspirado de três cilindros, entregando 72 cv de potência e 9,8 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual ou automatizado (AMT) de 5 marchas.
Se o desempenho em rodovias não empolga, o consumo compensa: a Nissan declara médias de até 19,6 km/l (na versão AMT) e 19,3 km/l (na manual) com gasolina.
Vem para o Brasil?
Na Índia, o Gravite tem preços partindo do equivalente a cerca de R$ 34.000 em conversão direta. No momento, a Nissan não tem planos oficiais de trazer o modelo para o Brasil. Por aqui, a adaptação do projeto para as normas de segurança locais (como reforços estruturais) e a tropicalização do motor encareceriam o veículo, aproximando-o perigosamente do preço da Chevrolet Spin, que oferece mais espaço e motorização superior.
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